sexta-feira, 27 de novembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
RELATÓRIO
No dia 22 foi
realizados as palestras a partir das 09 horas da manhã, começando com os
professores, compondo a mesa, representante da Universidade Federal de Erechim
RS.
Professores
de geografia, representante da Agricultura, e mais dois professores. Cada um
falou sobre as lutas constantes, para conseguir conquistar a educação do campo.
A 12horas os
alunos e professores saíram para almoço. As 1:30 da tarde iniciou-se novamente
com musicas mexicanas referente ao educação do Campo e no Campo. Em seguida
fizeram o debate para o plenário, foram feitas perguntas para o pessoal da
mesa, sobre as questões levantados por.
De noite os
participantes foram dividido em grupos, para discutir e responder as questões.
Mas não deu tempo, ficou para dia 23. De manhã os grupos começaram a se
apresentar, até 11:30 depois parou para o almoço. As 1:30 deu o início de volta
e se estendeu até anoite.
Por volta
das 10:00 horas deu se por encerado com muita alegria e muita emoção por parte
dos organizadores do evento, alunos e professores.
domingo, 22 de novembro de 2015
TRAGETÓRIA DA MINHA VIDA
Eu nasci no
Rio Grande do Sul em 12/03/de 1983, estudei até a quarta série, na escola de
Bananeira, Município de Gramado dos Loureiros, onde os índios falavam 100% à
língua materna, (kanhgág).
Eu mal
conseguia falar o português porque meus pais não deixavam, eu e os meus irmãos
falar a língua dos brancos, isso me prejudicou muito. Porque nos se mudamos
para Pinhalzinho, Município de Planalto, RS.
Em Pinhalzinho
comecei estudar na escola Cacique Sẽgre, ali sofria muito preconceito pelos
alunos por não saber falar o português. Muitas vezes ficava a maior parte do
tempo calado. Para não erar o que eu queria falar, mas devagarinho foi se
integrando na turma.
Quando comecei
falar as primeiras palavras em português, meu pai resolveu se mudar para Serrinha,
Aldeia de Capinzal, município de Constantina. Onde estudei na Aldeia até a oitava
série, por outro lado passamos, por várias dificuldades, porque meus pais mal
ganhavam um salário mínimo por mês.
Mas em fim
assim que terminei a oitava série, e fui estudar na cidade. Onde sofri muito
com o preconceito também, por não saber falar o português, mas não só por causa
disso, mas por ser índio mesmo. Mas graças ao meu pai resolveu voltar para
Pinhalzinho.
Logo que voltemos da Serrinha comecei trabalhar
na Sadia de Chapecó SC, mas terminei o terceiro ano, do Ensino Médio. Depois de
três anos eu parei de trabalhar porque era muito longe e sofria muito, por
causa da distância. Mas isso não durou muito tempo porque casei e tive que
trabalhar de novo, mas dessa vez na empresa Aurora.
Nessa mesma
época consegui cursar pedagogia dois anos, mas eu parei porque o Cacique de
Toldo Pinhal foi atrás de mim, para dar aula em kanhgág na Aldeia. A atualmente
minha esposa, minha filha moram comigo na Aldeia. Faz dois anos que eu sou
professor.
Atualmente
ingressei na Universidade Federal
Fronteira Sul, estou cursando
ciência da natureza, para adquirir novos conhecimentos na área da educação.
Pretendo ser professor em outras escolas com a minha formação.
Daniel Cadete
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
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